Auto-Retrato inspirado em Adriana Calcanhoto e Ana!!! Meu nome é Adriana.Vou falar de mim! Eu amo Florbela Espanca e Cecília Meireles. Ops! Drumond também. Aliás eu adoro todos os escritores mágicos que me perturbem com pensamentos. Adoro dar aulas.Ser professora me faz sentir a vida e esqueço do mundo quando estou na sala de aula. Está bem!!! Às vezes, eu quero sair correndo de lá. Sou teimosa. Tenho poucos amigos. Amo meus poucos amigos. Sou pontual. Não gosto de gente lenta. Quero um príncipe encantado.Odeio pessoas que me dizem o que fazer mas não sabem como fazê-lo sozinhas. Tenho medo da morte, mas confesso que ela me fascina (...) A morte era uma coisa cinzenta, escura, sem a graça, sem a delicadeza e o calor, a força macia de um braço ou de uma coxa, a suave irradiação da pele de um corpo (...) Rubem Braga. O que é a morte? Minha única certeza. Adoro meu amigo Adriano, sinto saudades dele. Um dia vou a França. Li Simone de Beauvoir e Emile Bronté. Fui uma moça quase bem comportada. Não ligo para dinheiro mas preciso dele.Tomo muito café. Sinto saudades de alguém. Adoro dar presentes. Sou infantil. Amo desenhos e ainda os assisto. Cobrança me cansa. Burrice e chatice também.Eu escrevo como tomo água. Amo todo tipo de arte. Amo o cinema alternativo e filmes antigos. Adoro dramas. Preciso aprender a estar só, e a vida está me ensinando isso. Sou fiel a quem amo. Amo muito, poucos. Tenho dificuldades em dizer não, mas estou resolvendo isso. Cozinho muito bem. Não gosto de rotina mas ela me persegue. Adoro cores. Adoro tinta. Amo escrever. Adoro flores e animais. Às vezes, me acho chata, principalmente uma vez por mês. Ando ficando insensível. Amo coisas antigas. Amo Picasso e Paul Cezanne. Sou mais baixa do que gostaria. Já fui muito feliz. Ainda vou ser muito mais feliz.(Será?) Durmo bem menos do que gostaria. Adoro preto e rosa. Adorei Diário de uma Paixão. Choro toda vez que vejo a foto da minha avó Julia. Adoro meus olhos. Eu gosto mais do fantasma da ópera e queria que ele tivesse ficado com Christine. Tenho bom humor. Uso óculos .Gosto de vinho. Tenho medo de altura. Detesto gente pedante. Adoro surpresas. Gosto de ganhar flores. Ando meio decepcionada com as pessoas. Não me canso de quebrar a cara.Choro à noite escondida. Um dia vou encontrar quem está me procurando. Eu amo viver! EU Florbela Espanca Eu sou a que no mundo anda perdida, Eu sou a que na vida não tem norte, Sou a irmã do Sonho, e desta sorte Sou a crucificada... a dolorida... Sombra de névoa ténue e esvaecida, E que o destino, amargo, triste e forte, Impele brutalmente para a morte! Alma de luto sempre incompreendida! Sou aquela que passa e ninguém vê... Sou a que chamam triste sem o ser... Sou a que chora sem saber porquê... Sou talvez a visão que Alguém sonhou, Alguém que veio ao mundo pra me ver E que nunca na vida me encontrou! MEUS LIVROS:"O nome da rosa". Umberto Eco, "O morro dos ventos uivantes" Emile Brontè, "Admirável Mundo Novo", Aldous Huxley, "Poesia" Adélia Prado,"As portas da percepção" Adolf Huxley,"A dama das Camélias" Alexandre Dumas Filho,"O ciúme"Allain Robbe-Grillet ,"A laranja Mecância"Anthony Burgess,"O pequeno príncipe"Antoiny Saint Exupery,"O auto da compadecida" Ariano Suassuna,"Arte poética" Aristóteles,"Drácula"Bram Stocker ,"Amor de Perdição"Camilo Castelo Branco, "Poesia"Drumond, "Poesia"Baudelaire, "Grandes esperanças"Charles Dickens, "O Código da Vinci"Dan Brown ,"Mol Flanders"Daniel Defoe,"A Divina Comédia"Dante Alighieri ,"Salmos"David,"Os Maias"Eça de Queirós,"Poesia"Edgar Allan Poe ,"Passagem para a Índia"Edward Morgan Forster,"Germinal"Emile Zola,"O Tempo e o Vento"Érico Veríssimo,"Por quem os Sinos Dobram "Ernest Hemingway,"Fábulas"Esopo, "Poesia"Ezra Pound, "Curso de Linguística Geral"Ferdinand de Saussure,"Poesia"Fernando Pessoa, "Novum Organum"Francis Bacon, "A Metamorfose"Franz Kafka. "O caçador de pipas" "A menina que roubava livros" MINHAS MÚSICAS:Tristesse by Chopin, Moonlight sonata e Ode to joy (Beethoven) MEUS FILMES:O pianista,Em algum lugar do passado,Quatro casamentos e um funeral, a vida é bela,Alguém tem que ceder,Advogado do diabo, Diário de uma paixão, Casa de Areia e Névoa, Um amor para recordar, A vida de David Gale, Mar adentro, O fantasma da Ópera,A fantástica fábrica de chocolate,Morte em Veneza, Narciso Negro, O jardineiro fiel,Morangos silvestres, Sociedade dos Poetas Mortos, Colcha de Retalhos,Drácula, dirigido por Francis Ford Copola,Uma mente brilhante,Doce Novembro,Sociedade dos Poetas Mortos, etc.

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EPITÁFIO

 

Alguns epitáfios são célebres como o de Robespierre:

Passant, ne pleure pas ma mort (Passante, não chores minha morte)
Si je vivais tu serais mort. (Se eu vivesse tu estarias morto)

 

Hoson zes, phainou
Meden holos su lupou
Pros oligon esti to zen
To telos ho chronos apaitei
Enquanto você viver, brilhe
Não sofra nenhum mal
A vida é curta
E o tempo cobra suas dívidas

Epitáfio. (Titãs)

"Devia ter amado mais.
Ter chorado mais.
Ter visto o sol nascer.
Devia ter me arriscado mais,
e até errado mais.
Ter feito o que eu queria fazer.
Queria ter aceitado as pessoas como elas são.
Cada um sabe a alegria,
e a dor que traz no coração..."

 
Epitáfio (Vinícius de Moraes)

Aqui jaz o Sol
Que criou a aurora
E deu luz ao dia
E apascentou a tarde

O mágico pastor
De mãos luminosas
Que fecundou as rosas
E as despetalou.

Aqui jaz o Sol
O andrógino meigo
E violento, que

Possuiu a forma
De todas as mulheres
E morreu no mar.

Epitáfio (Castro Alves)

"COMO O ORVALHO das ramas do salgueiro

Resvala sobre a lápide do trilho,

Assim gotejam lágrimas de filho,

O Minha Mãe! sobre o sepulcro teu..."

EPITÁFIO PERDIDO BY Adriana

Aqui não é minha parada

Nem meu esconderijo.

Vivi sempre tentando voar

Mesmo com os dedos amarrados

E marcados por espinhos.

Tentei muito e não consegui

Consegui sem tentar

Morri querendo amar

Agora não há mais tempo.

Epitáfio               

Inscrição tumular que inclui informações biográficas e, eventualmente, breves palavras lisonjeiras para o defunto. Esta parte textual do epitáfio é normalmente escrita em verso. Raros são os poetas de sempre e de qualquer lugar que resistem a deixar escrito o seu próprio epitáfio, como o próprio Fernando Pessoa/Álvaro de Campos, em “P-HÁ” (2-12-1929):  “Hoje, que sinto nada a vontade, e não sei que dizer, / Hoje, que tenho a inteligência sem saber o que querer, / Quero escrever o meu epitáfio: Álvaro de Campos jaz / Aqui, o resto a Antologia grega traz...” (Livro de Versos, ed. crítica de Teresa Rita Lopes, Estampa, Lisboa, 1993). A antecipação do sentido da morte encontra no epitáfio uma forma de expressão privilegiada, pela brevidade das palavras e pela força do pensamento. Pratica-se este género pelo menos desde a antiga civilização egípcia, quando era costume gravar nos sarcófagos e nos túmulos, que para além da informação biográfica podia incluir uma oração aos deuses para protecção do cadáver; na época helenística, ainda não tinha valor literário, pois resumia-se a informações biográficas; na época romana, os escritores latinos acrescentaram ao epitáfio esse valor literário, pelo panegírico dos defuntos em forma de verso. A partir deste momento, o epitáfio aproxima-se do epigrama, da elegia e do pranto. Também o epitáfio greco-latino pode incluir uma prece aos deuses, não só para protecção das almas mas eventualmente para aviso dos vivos, caso se tratasse de um indivíduo amaldiçoado. Não raro os topoi mais glosados são os do Tempo, da Fortuna, da Morte, da Luz , das Trevas, etc. combinados com uma grande variedade de lamentações e/ou consolações. Sirva de exemplo o seguinte  “Epitáfio ateniense em Plateias”, de Simónides: “Se uma bela morte é do valor o melhor galardão, / essa sorte a nós coube entre todos. / Lutámos por coroar a Grécia com a liberdade; / agora jazemos aqui, com louvor imarcescível.” (frg. 118, Diehl, in Hélade: Antologia da Cultura Grega, de Maria Helena da Rocha Pereira, 5ª ed., Coimbra, 1990).

Walden; ou, a Vida nos Bosques
Henry David Thoreau (1817–1862)

Eu fui aos bosques porque queria viver deliberadamente, enfrentar somente os fatos essenciais da vida, e ver se eu não podia aprender o que ela tinha a me ensinar, e não, quando viesse a morrer, descobrir que não havia vivido. Não queria viver o que não fosse vida, viver é tão bom; nem queria praticar resignação, a menos que fosse realmente necessário. Eu queria viver profundamente e sorver toda a essência da vida, viver violenta e espartanamente de forma a derrotar tudo que não fosse vida, e reduzí-la aos seus mais simples termos, e, se isso se provasse pobre, porque então alcançar a sua miséria completa e genuína, e anunciar esta miséria ao mundo; ou se fosse sublime, conhecer de experiência, e ter condições de dar um relato fiel disto em minha próxima excursão.



 

A melhor maneira de se esquecer do tempo é usá-lo. Nem eu mesma espero por mim e o que se dirá do tempo? Há tempo para tudo. Plantar e colher. Só por hoje!

Sugar o sumo da vida.

Fugi para a floresta porque queria viver deliberadamente.
Queria viver profundamente e sugar todo o sumo da vida.
Deitar fora tudo o que não fosse vida,
e não quando morresse descobrir que não tinha vivido.

(Clube dos Poetas Mortos)

(Tradução livre do poema do filme.)



- Postado por: Drika às 09h17
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SEGREDOS

(Procuro um amor que seja bom pra mim...

Vou procurar eu vou até o fim...

e as feridas dessa vida eu quero esquecer).

"Tudo o que escrevo foi talvez escrito
Ou sonhado por outro antes de mim
Minhas metáforas não me pertencem. "

(O não decifrador)

Se eu quiser falar com Deus tenho que me esvaziar.

Eu preciso falar com Deus mas meus ruídos me ensurdecem.

Um cristal vazio.

SE EU QUISER FALAR COM DEUS
Gilberto Gil

Se eu quiser falar com Deus
Tenho que ficar a sós
Tenho que apagar a luz
Tenho que calar a voz
Tenho que encontrar a paz
Tenho que folgar os nós
Dos sapatos, da gravata
Dos desejos, dos receios
Tenho que esquecer a data
Tenho que perder a conta
Tenho que ter mãos vazias
Ter a alma e o corpo nus
Se eu quiser falar com Deus
Tenho que aceitar a dor
Tenho que comer o pão
Que o diabo amassou
Tenho que virar um cão
Tenho que lamber o chão
Dos palácios, dos castelos
Suntuosos do meu sonho
Tenho que me ver tristonho
Tenho que me achar medonho
E apesar de um mal tamanho
Alegrar meu coração
Se eu quiser falar com Deus
Tenho que me aventurar
Tenho que subir aos céus
Sem cordas pra segurar
Tenho que dizer adeus
Dar as costas, caminhar
Decidido, pela estrada
Que ao findar vai dar em nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Do que eu pensava encontrar.

 

O Tempo
(Carlinhos Vergueiro)

O tempo, não é minha amiga,
Aquilo que você pensou,
As festas, as fotos antigas,
As coisas que você guardou,

Os trastes, os móveis, as tranças,
Os vinhos, os velhos cristais,
Lembranças, lembranças demais,

O tempo não para no porto,
Não apita na curva,
não espera ninguém,

Você vem deitar no meu ombro,
Querendo de novo ficar,
Eu olho e até me assombro,
Como pode esse tempo passar,

O tempo é areia que escapa,
Até entre os dedos do amor,
Depois há o vazio, é o nada,
É areia que o vento levou,

O medo correndo nas veias,
Deixou tanta vida prá traz,
E a gente ficou de mãos cheias,
Com as coisas que não valem mais,

E fica um gosto de usado,
Naquilo que nem se provou,
A gente dormiu acordado,
E o tempo depressa passou!

Pensar no tempo é pensar na vida também. Aquela nostalgia que todos sentimos. Pensamentos sobre o que perdemos e o que talvez não conheceremos.

Talvez seja normal.

Talvez seja doloroso.

Porém, necessário.

Eu queria ter mais tempo.

Mas para que mais tempo se nada acontece?

Velhos cristais já não têm mais tanto tempo assim.



- Postado por: Drika às 15h13
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FLORES

"...Que vejo flores em você."

(Ira - Flores em você)

 

Titãs - Flores

Olhei até, ficar cansado de ver os meus olhos no espelho
Chorei por ter despedaçado, as flores que estão no canteiro
Os  punhos e os pulsos cortados
E o resto do meu corpo inteiro
Há flores cobrindo o telhado
Embaixo do meu travesseiro
Há flores por todos os lados
Há flores em tudo o que eu vejo
A dor vai curar essas lástimas
O soro  tem gosto de lágrimas
As flores tem cheiro de morte
A dor vai fechar esses cortes
FLORES
FLORES
As flores de plástico não morrem.

 

"...flores crescem no asfalto debaixo dos meus pés."

(Zeca Baleiro)

Les Fleurs du Mal (As Flores do Mal)

Charles Baudelaire

I - A Destruição

Sem cessar ao meu lado o Demônio arde em vão;

Nada em torno de mim como um ar vaporoso;

Eu degluto-o a sentir que me queima o pulmão,

Enchendo-o de um desejo eterno e criminoso.

Toma, ao saber o meu amor à fantasia,

A forma da mulher, que eu mais espere e ame.

E tendo sempre um ar de pura hipocrisia,

Acostuma-me a boca a haurir um filtro infame.

Ele conduz-me assim longe do olhar de Deus,

O peito a repartir-se de morna .

 

 

As flores são interessantes formas de criação. Cinema, teatro, música, perfumes, versos, reconciliações, tentativas de conquista, enfim, é muito mais que flor.

A palavra flor vem do lat. flós,flóris 'flor, suco das flores’ e tb. ‘a parte mais fina, mais vigorosa; força, brilho; formosura, felicidade, beleza'. É palavra pan-itálica, existente tb. no osco e no sabino. Entrou no português por via erudita no século XIII.

O poeta e compositor Geraldo Carneiro, na primeira estrofe de Suma Teológica diz:

"...por trás da rosa a idéia da rosa."

E por trás das idéias? Penso a flor muito parecida comigo. Dois caminhos, assim como Dona Flor e seus Dois Maridos. Semelhança que não se dá pelo mesmo motivo do filme, falo de alma e de gritos. Falo do lado negro e do lado claro que carrego comigo, assim como The Phanton of the Ópera carrega. Essa alma que não vê diferença no claro e no escuro e que, como as flores, podem transmitir toda a beleza e perfume do mundo, mas também podem machucar com espinhos e cicatrizes.

Na fala pausada do sertanejo, flor é fulô. “Pisa na fulô/ pisa na fulô/ não maltrata o meu amor”

Oscar Wilde tão bem traduziu o amor "O rouxinol e a Rosa". Espinho cruel da flor que cravou o peito do doce rouxinol, morte violenta para um ser que acreditava no amor. Hora ingrata em que a flor chega para matar o amor. A partir da morte, o caminho negro se mistura às estradas repletas de flores e luzes.

Os mais doces perfumes vieram de flores, aromas traiçoeiros e atraentes que inebriam mortais solitários. Será que toda flor tem seu lado cruel e que machuca? Muitas flores estão disfarçadas. Minha obsessão por flores começa pela poetisa Florbela Espanca, "...eu sou a que no mundo anda perdida..."

Mesmo com toda contradição sobre algo tão misterioso e belo, ainda tenho flores na alma, repleta de lembranças e espinhos, porém cada vez mais pronta para ser entregue ao jardim preparado.



- Postado por: Drika às 19h48
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